O novo acordo garante a aplicação das regras sobre os vinhos vigentes na União Europeia, mantendo a proteção das indicações geográficas de origem, inclusive com relação aos vinhos para exportação destinada a paises terceiros, bem como das expressões tradicionais europeias, segundo os dados publicados pela Comissão Europeia.
O acordo prevê que nomes importantes, tais como "Champagne" e "Porto", não possam mais ser usados para vinhos não produzidos nas regiões respectivas. Aliás, o mais importante do acordo é a impossibilidade da utilização de expressões tradicionais europeias , em especial, as indicaçoes geográficas, para vinhos produzidos na Austrália, a partir de períodos determinados.
Após um ano da entrada em vigor do novo acordo, os produtores australianos não mais poderão utilizar as expressões "Champagne", "Port", "Sherry", bem como "Amontillado", "Claret" e "Auslese" .
O novo acordo também estabelece para os produtores australianos as regras para a utilização de termos relativos à qualidade dos vinhos, como "vintage", "cream" e "tawny" para os vinhos destinados à exportação.
O acordo foi firmado em Bruxelas em 01 de dezembro de 2008, tendo sido ratificado pelas autoridades australianas no final de julho de 2010.
Em 2009, foram exportados 68 milhões de euros da UE para a Austrália e 643 milhões de euros foram exportados da Austrália para a UE.