sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Bom Gosto - Coluna para Gourmets por Peter Ecker
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Vinhos de verão

Quando a temperatura sobe, fico com vontade de beber vinhos de verão, em boa companhia, ouvindo uma boa música. Um espumante é ideal, assim como um vinho com pouco álcool, para apreciar o gosto de fruta. As mulheres gostam muito desses vinhos. No entanto, nem sempre a qualidade do vinho permite esse prazer. Muitos deles não tem o cheiro e nem o sabor esperado. Dá é dor de cabeça.

Há alguns vinhos produzidos a partir de certas uvas que tem as características de suavidade e o frescor de um vinho de verão obtidas naturalmente.

Gutedel e Müller-Thurgau são geralmente secos, de qualidade simples, mas são vinhos considerados QbA (vinhos de qualidade de região produtora determinada) ou Kabinett (vinhos suaves de qualidade).

São vinhos acessíveis quanto ao preço e são bons até para beber quando se está sozinho. Antes, eu categorizava os Silvaner nessa classe. Hoje estamos conhecendo cada vez mais Silvaner elegantes e florais, que harmonizam perfeitamente com bons pratos. O mesmo acontece com o Riesling,
Sauvignon blanc e Weißburgunder. Esses vinhos estão cada vez mais finos e com uma acidez que acaba sendo sinônimo de frescor. Eles fazem com que se tenha vontade de beber mais e harmonizam com saladas coloridas, antipasti, peixes, grelhados e massas.
Também os vinhos rosé combinam perfeitamente com as temperaturas quentes. Combinam com época de férias os vinhos brancos feitos a partir de uvas vermelhas, como os Blanc-de-noirs. O rápido amassamento da uva vermelha faz com que os vinhos assim obtidos sejam frutosos e frescos.
Aqueles que apreciam carnes grelhadas e churrasco também podem apreciar um bom vinho tinto, mesmo no verão. Um suave Spätburgunder, Schwarzriesling
ou o Trollinger são recomendados na Europa e consumidos numa temperatura entre 15 a 16 graus. Pode-se colocar o vinho no congelador, desde que no congelador só haja água ou enrolar a garrafa do vinho tinto em uma toalha molhada para obter a temperatura desejada. 
O mais importante é que os vinhos gaseificados naturalmente devem ser bebidos ainda jovens, no primeiro ano. No segundo ano, pode ser que esses vinhos já tenham perdido suas características mais apreciadas.

 

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