"Eu olho pela janela e vejo que é possível fazer com o Grüner Veltliner o mesmo que fizemos com o Sauvignon Blanc há 30 anos", diz John Forrest, proprietário do Forrest Estate em Marlborough. "Nós alimentamos o mercado com o Sauvignon Blanc, em especial a Commonwealth of Nations, e o mercado britânico. A idéia de que nós podemos fazer o mesmo com o Grüner Veltliner me deixa eletrizado."
E David Cox, diretor europeu da Associação dos Produtores de Vinhos da Nova Zelândia, concorda, dizendo que a clássica uva austríaca pode orientar o futuro da indústria do vinho na Nova Zelândia. "Nós aproveitamos a oportunidade tão logo a uva nos foi disponibilizada", diz Heidi Seifried da Seifried Winery em Nelson. "Primeiro nos concentramos na casta e aumentamos a área dos vinhedos com ela."
Apesar ser rara a área de vinhedos com a uva Grüner Veltliner na Nova Zelândia, esta está centralizada na zona sul da ilha. Nos vinhedos em Nelson, Marlborough, Canterbury - Waipara e Central Otago, há melhores condições climáticas para esse tipo de uva. Na Inglaterra, os importadores e distribuidores estão ansiosos pela nova safra, já que a primeira, mal chegou e já foi totalmente vendida.
Foi o que afirmou também David Gleave, Master of Wine e expert da Agência britânica de vinhos Liberty Wines: "Nós temos três vinhos diferentes da uva Grüner Veltliner da Nova Zelândia. Os vinhos são, na maioria, encomendados, e os demais, logo vendidos, especialmente para restaurantes, onde se aprecia esse vinho e sua dimensão aromática em comparação com o aroma dos vinhos austríacos."