Assim, a denominação “Sovetskoye Shampanskoye“ não mais será utilizada a partir de agora.
Stalin foi o criador da denominação “Sovetskoye Shampanskoye“, que até hoje foi utilizada pelos produtores russos de espumantes. Até então, os produtores continuaram utilizando a denominação por receio de queda nas vendas dos espumantes.
Boris Titow, proprietário da maior vinícola russa produtora de espumantes, a Abrau-Durso, aderiu à nova decisão. Titow, que antes era um grande empresário do setor petroquímico, atualmente é proprietário da Château d`Avice, vinícola na região de Champagne e possui participações em outras vinícolas francesas. Ele não defende a decisão tomada apenas para o fim de seguir a proibição da utilização da expressão “champagne” para espumantes que não sejam produzidos na região de Champagner, mas principalmente para que o espumante russo possa ser comercializado para além das fronteiras russas.
A decisão de proibir a utilização da denominação “Sovetskoye Shampanskoye“ tem outras consequências importantes. A indústria de vinhos e espumantes russa está estudando também a implantação de um novo sistema de origem para as regiões vinícolas russas. Segundo Titow, esse novo sistema deve respeitar as denominações de origem de outras nações.
As sugestões para Appellation, ainda em fase de discussão, estão concentradas em duas zonas de produção: em Rostov no Rio Don em Abrau-Durso e no Cáucaso norte na região do Anapa. A utilização de Anapa poderia confundir com a denominação dos produtores californianos do Napa Valley, mas não é ainda momento de preocupação, pois a discussão ainda não terminou.