sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Vinho na Itália
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A Ítália é um dos mais antigos produtores de vinho da Terra, atividade que remonta ao ano 1.000 a.C. Nessa época, os etruscos povoavam o centro da Itália, em suas regiões:  Abruzzo, Latium, Toscana e Umbria.  A origem está na colonização grega e a vinicultura trazida às ilhas da Sicília e às regiões da Campagna e Calabria. Os gregos trouxeram suas cerpas para o país. Nessa época, os fenícios também influenciaram a cultura do vinho.  A partir do século VI a.C, iniciou-se o comércio de vinhos com os celtas, na Gália (França), que importavam vinho da Itália. A vinicultura tornou-se verdadeira arte, vivendo seu apogeu no século III a.C. A destruição da cidade de Pompéia pelo Vesúvio, em 79 a.C., a fornecedora de vinho para Roma, causou grandes transtornos. Os vinhos antigos mais conhecidos eram o Caecuber, Falerner e Surrentinum. Os romanos, ao dominar novas províncias dos países hoje denominados França, Espanha, Portugal, Alemanha e Inglaterra, passavam a cultivar vinhedos e a utilizar barris de madeira, técnica que aprenderam com os celtas

Vários autores romanos escreveram sobre a cultura e a produção de vinho, que deram um retrato da atividade, da gastronomia e hábitos da época.  Os mais importantes são: Cato o mais velho (234-149 a.C.), Virgílio (70-19 a.C.), Horácio (65-8 a.C.), Ovídio (43 a.C. até 8 d.C), Columella (50 d.C.), Petronius (falecido em 66), Plinius o mais velho (23-79) e Palladius (século IV). O vinho era sinônimo de cultura e de culto aos deuses, como Dionísio e Bacchus, os deuses do vinho. Os romanos eram criativos ao produzir vinho, utilizando ervas, temperos e mel para aromatizá-los e para conservá-los. Eles já perolavam o vinho, armazenado-os em ânforas com água fria da fonte. No século I, preocupavam-se com a uva ideal para o tipo de solo. Essa cultura adormeceu com a queda do Império Romano no século V, somente voltando a ter importância com o trabalho das Ordens e Igreja católica.

Grande ascenção deu-se no século XIV, no período da Renascença. No ano de 1716, o nobre Cosimo III (1642-1723), dos Medici da Toscana, fixou zonas de vinho para o Chianti e, com isso, fez da Itália um dos primeiros países com certificado de origem. Somente no século XIX, com o auxílio da França, foram obtidos tipos de vinho como o Barolo, Brunello e Chianti, inaugurando um recomeço. Com mais de 2.000 tipos, a Itália possui a maior quantidade de uvas diversas no mundo, algumas de origem grega e romana. 400 delas são oficiais.



Capital: Roma
Área: 301.230 km2
Moeda: Euro

Área: ~840.000 ha
Produção por ano: ~50.500.000 hl

 

 

 

 

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