sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Vinho na Austrália
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No ano de 1788, com a chegada de um navio inglês com 300 presos e servidores penitenciários, foi fundada a cidade de Sydney. A ordem foi do capitão do navio Arthur Phillip (1738-1814), o qual tornou-se o primeiro governador de New South Wales. Ele ordenou também que a vinicultura, em um clima de tão severa perfeição, pode ser atividade explorada.  As cepas trazidas na viagem foram plantadas (onde hoje fica Farm Cove). No entanto, após 200 anos, é que a vinicultura na Austrália pode se estabelecer. Nas primeiras décadas, foi consumida excessiva quantidade de rum. O pioneiro, considerado pai da vinicultura australiana, foi o escocês James Busby (1802-1871), que possuía conhecimento da vinicultura francesa. No ano de 1825, ele fundou, no norte de Sydney, em Hunter Valley, uma fazenda, que até hoje pertence a uma das melhores regiões de vinhedos da Austrália. De uma viagem à Europa, ele trouxe a uva Syrah, que tornou-se conhecida como Shiraz na Austrália. Busby publicou obras importantes sobre vinicultura no país.

No ano de 1845, o médico, Dr. Christopher Penfold, fundou sua vinícola em Barossa Valley, que existe até hoje como Penfolds. Um segundo pioneiro foi o alemão Joseph Ernest Seppelt (1813-1868) e sua vinícola Seppeltfield. John Riddoch (1827-1901) inaugurou plantações de uvas, no início de 1890, em Coonawarra, iniciando um verdadeiro boom. Importante na história da vinicultura australiana também é Thomas Hardy, que, no ano de 1853, fundou sua vinícola no vale McLaren e o suíço Hubert de Castella (1825-1907) e sua vinícola no Yarra Valley. No ano de 1919, foi criado em Merbein na região do Riverland (Victoria) um instituto de pesquisas sobre vinicultura, hoje tão importante quanto o CSIRO. Há ainda a AWRI e a Charles Sturt University, que estudam a vinicultura. Durante mais de 100 anos, foram intensamente produzidos vinhos doces de alto teor alcoólico, chamados „Australian Port“. A partir dos anos 60, passaram a ser apreciados os vinhos brancos frescos. Esse desenvolvimento se deve também ao escritor e enólogo Len Evans (1930-2006). Também Max Schubert (1915-1994), que produziu em 1959 o „Grange Hermitage“, um bordeaux semelhante ao Penfolds. Esse vinho incentivou a produção de vinhos tintos de qualidade, do Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Shiraz.

Há algumas gerações, a Austrália passou a ser um país apreciador de vinho. Os vinhedos ocupam cerca de 160.000 hectares. No ano de 2005, foram produzidos cerca de 14 milhões de hectolitros (cem litros) de vinho. Cerca de 80% são produzidos por Multis Hardy, Mildara, Orlando, Southcorp e Yalumba com suas vinícolas filiadas. A qualidade é excelente, e os enólogos australianos são cobiçados internacionalmente. Cerca de 70% da produção é massificada, chamada de Bag-in-Box-Wine. Uvas de mesa e uvas passas também são produzidas em quantidade. Produtores renomados são Beringer Blass, Brand´s, Coldstream Hills, Glaetzer, Hardy, Heggies, Hill Smith Estate, Katnook Estate, Lindemans, McWilliams, Mildara, Mitolo, Orlando, Penfolds, Peter Lehmann, Pewsey Vale, Rosemount Estate, Rothbury Estate, Rymill, Seppelt, Southcorp, Taltarni, Wynns e Yalumba. Cerca de 40% da produção é de vinho branco, enquanto 60% são de vinho tinto.



Capital: Camberra
Área: 7.741.220 km2
Moeda: Dólar australiano

Área: ~170.000 ha
Produção por ano: ~14.000.000 hl

 

 

 

 

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