sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Vinho nos Estados Unidos
Minimizar

Os primeiros colonizadores da costa leste Americana, que chegaram no fim do século XVI,  fizeram uma descoberta: nas florestas, cresciam videiras com enormes frutos. No começo, não foi possível fazer vinho apreciável dessa uva. A espécie Vitis labrusca, por exemplo, azia com que, no vinho, predominasse o aroma de morango. Por isso foram introduzidas as cepas européias na costa do Atlântico, de  Massachusetts, no norte, até a Flórida, no sul. O problema estava em que as videiras morriam após pouco tempo. O solo americano é propício para o desenvolvimento de um tipo de caruncho, que ataca as uvas de origem européia. Muitas foram as tentativas de criar processos que tornassem as cepas resistentes à praga, mas não houve solução. Quase 200 anos depois, no fim do século XIX, após o envio dos materiais para a análise na Europa, é que as razões do problema foram explicadas.

Os Presidentes dos EUA, George Washington (1732–1799) e Thomas Jefferson (1743–1826) eram apreciadores e incentivadores da vinicultura. Thomas Jefferson acreditava que, através de uma vinicultura de qualidade, seria possível que os americanos diminuíssem o consumo de bebidas alcoólicas fortes, como o Whisky. Em 1791, foi criada uma lei que aumentava os impostos de bebidas alcoólicas, excetuando o vinho produzido nos Estados Unidos. Ele tentou, na sua vinícola, Monticello em Virginia, durante décadas, utilizar uvas americanas e européias. Seu sonho, em transformar os EUA em centro de produção de vinho, não foi alcançado. No início do século XIX, as cepas americanas acabaram sendo aceitas, assim como a produção de vinhos a partir de uvas híbridas. Já em 1562, imigrantes franceses introduziram vinhedos perto de Jacksonville, na Flórida. Eles utilizaram a uva branca da espécie Scuppernong, para a produção de vinho. Ephraim Wales Bull (1806-1895) introduziu no ano de 1843, em Concord no Estado de Massachusetts, a espécie Vitis labrusca, selecionando uma uva vermelha, que até hoje permanece sendo utilizada para a produção de vinhos, na região nordeste do país.

No ano de 1798, foi constituído um vinhedo em Jessamine-County no Kentucky, por um imigrante suíço, Jean Jacques Dufour (1763-1827), que tinha, dentre outras espécies, a histórica uva Alexander. Esse vinhedo foi o primeiro a produzir vinho comercialmente. Mais tarde,  Dufour foi para Indiana e fundou em Ohio River um novo vinhedo, outro pioneiro nos EUA. O medidor de terras John Adlum (1759-1836), no ano de 1820 em Georgetown, em Ohio, cultivou, com sucesso, um tipo de uva da North Carolina. Ele a denominou primeiramente Tokay e, após, em Catawba, nome de um rio em North Carolina. No ano de 1823, ele enviou a Thomas Jefferson uma garrafa desse vinho. A segunda região a tornar-se produtora de vinhos, comercialmente, foi Cincinnati-Ohio, onde o advogado Nicholas Longworth, no ano de 1823, tentava produzir uva a partir de cepas européias, à beira do rio Ohio. No ano de 1825, ele recebeu a espécie Catawba de Adlum Stecklinge e produziu o primeiro vinho espumante „Sparkling Catawba“. O rio Ohio passou a ser denominado o “Reno da América”. O vinho tornou-se famoso e Longworth enriqueceu. No entanto, a guerra entre 1861-1865, causou a peste dos vinhedos. A morte de Longworth deu fim ao sucesso, mas a pedra fundamental permaneceu intacta.

O milagre americano do vinho começou na Califórnia. No ano de 1769, o monge franciscano Junipero Serra (1713-1784), fundou a missão „San Diego“ e o vinhedo de uva européia. Foi a primeira uva de sucesso nos EUA. O início do milagre teve início com o austro-húngaro Agoston Haraszthy (1812-1869), que na década de 60, importou dez mil cepas. Através da proibição (1920 a 1933), houve uma neutralização da vinicultura. Muitas vinícolas fecharam e muitos vinhedos foram destruídos até uma renovação, que ocorreu a partir de 1939. O vinicultor pioneiro e escritor Philip Wagner (1904-1996), em sua vinícola Boordy Vineyards, em Maryland, transformou a vinicultura americana. Ele importou híbridos franceses e matrizes francesas (de Baco, Seibel e Seyve-Villard), que se proliferaram por toda a costa. Na metade do século XX, a vinicultura americana, através da Califórnia, sofreu grande mudança, culminando com a legendária degustação “Paris Wine Tasting”, no ano de 1976. Era uma competição entre vinhos franceses e californianos.  De um total de cerca de 2.200 vinícolas norte-americanas, das quais mais de 1.100 californianas, são produzidos atualmente 90% dos vinhos nos EUA. Oregon é outra importante região.

Em todos os 50 Estados passaram a ser produzidos vinhos, inclusive no Alaska (onde aliás não há vinhedos) e também no Hawaii. O último Estado a produzir vinho foi North Dakota, em 2002, com duas vinícolas. Vinho é considerado luxo nos EUA. Em função da proibição, o vinho ficou sendo considerado droga, até que, em 1983,  a American Viticultural Area (AVA) passou a considerar o vinho um produto legal para o consumo. Em 2007, havia cerca de 189 regiões AVA, das quais 107 na Califórnia. Os vinhedos ocupam cerca de 398.000 hectares, dos quais são produzidos cerca de 20 milhões de hectolitros (cem litros) de vinho, de acordo com estatística de 2004. As marcas mais famosas são chamadas de GAMIT. Muitos vinhos a partir de frutas também são produzidos. As regiões produtoras são o Alaska, Arizona, Arkansas, Colorado, Connecticut, Florida, Georgia, Hawaii, Idaho, Illinois, Indiana, Iowa, Kalifornien, Kentucky, Louisiana, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississippi, Missouri, Montana, New Jersey, New Mexico, New York, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pennsylvania, Rhode Island, South Carolina, Tennessee, Texas, Utah, Vermont, Virginia, Washington, West Virginia e Wisconsin.



Capital: Washington, DC
Área: 9 629 091 km2
Moeda: Dólar americano

Área: ~399.000 ha
Produção por ano: ~27.100.000 hl

 

 

 

 

Washington

Oregon

California

New York

Vinícolas
Minimizar
Biltmore Estate
Política de Privacidade  |  Termos de Uso
Copyright 2009 by CIA-24.com