O templo Daizenji em Katsunuma, na Prefeitura , a oeste de Tokio, é o lar espiritual da produção de vinho japonesa. De acordo com a lenda, um monge plantou as primeiras mudas no século VIII, embora seu interesse estivesse no poder de cura da uva. A produção de vinho desenvolveu-se somente no século XIX, mas o centro permaneceu Yamanashi, onde se encontra hoje a maior parte das cerca de 30 produtoras modernas. Vinhas crescem também em Nagano, ao oeste da Prefeitura, Yamagata ao norte da ilhas Honshu e em Hokkaido.
Os vinicultores lutam com condições climáticas difíceis, como o Monsun (nas regiões central e sul), com invernos longos e intensos (no Norte), dificuldade de irrigação, solo ácido e alto custo da produção. A produção de uva no Japão é em grande parte para uva de mesa, não estando focada para servir como matéria-prima para o vinho. Isso se reflete nos tipos de uva e nos métodos de produção.
A uva Vitis-labrusca e seus híbridos, que foram introduzidos no século XIX pela América do Norte, tomam quase 80% do plantio de uva no Japão, de cerca de 25.000 hectares. Kôshû, a casta branca tradicional e uma Vitis-vinifera do século VIII, encontrada em Katsunuma gepflanzten Reben, formam a identidade da produção de vinho japonesa, mas não fornece o suficiente para o vinho. A uva é grande, rosada, mas apenas com muito trabalho é possível obter cor, sabor e corpo a partir dela.
Castas européias são testadas desde os anos 60. A Seibel foi misturada com uma espécie japonesa, dando origem à uva Kiyomi, da qual é produzido vinho convencional com acidez semelhante ao Pinot Noir. Outros testes sucederam, dos quais resultou a uva Kiyomai (híbrido de Kiyomi com outra uva japonesa), que não necessita ser coberta pela terra para sobreviver ao inverno, tal ocorre com outras espécies, por exemplo a Kiyomi. As espécies de uva do norte europeu como a Müller-Thurgau e Zweigelt poderiam sobreviver em Hokkaido.
Surpreendentemente são produzidos vinhos que se comparam aos importados, dentre os quais alguns de classe superior (Sémillon, Chardonnay, Cabernet, Merlot e Kôshû). Há 5 grandes empresas que produzem ¾ do total, dominando a indústria do vinho. Suntory produz o vinho caro e interessante "Château Lion", um corte de tinto Bordeaux, e um vinho de sobremesa Sémillon, concorrendo com o gigante dos Softdrinks Sanraku, que, sob o nome "Mercian" produz bons Chardonnay, Merlot e Cabernet. Com uma produção anual de cerca de 3 milhões de caixas, estas duas empresas dominam o mercado nacional. A Manns Wine trabalha principalmente com as uvas nacionais Kôshû e olho de dragão, assim como as uvas produzidas a partir dessas com espécies européias para resistir às chuvas. São produzidos Chardonnay e também um Cabernet armazenado em carvalho francês. Outros produtores importantes são Sapporo ("Polaire") e Kyowa Hakko Kogyo ("Ste. Neige"). Também as empresas familiares situadas em Yamanashi são importantes, como a Marufuji ("Rubiat"), Shirayuri ("L'Orient"), Maruki e a Château Lumière, de alta qualidade. Os standards de qualidade são exceção e assim provavelmente será: a maioria dos vinhos japoneses são cortes de vinho sulamericano e europeu do leste.